Gestores, acompanhem as novidades
No início de 2026 Carol e eu iniciamos a expansão da Oficina das Finanças para os Estados Unidos. A Educação Financeira é um tema de interesse nacional e a mudança dos comportamentos financeiros foi reconhecida como diferencial. O que já está acontecendo nas escolas vai ficar ainda melhor.
No Brasil, os últimos meses trouxeram novidades importantes para a Educação Financeira. Apresentamos nossa nova coleção dos Anos Iniciais para 2027, acompanhamos um avanço importante do tema no Congresso Nacional, estivemos no FTD Prime, vimos como a Educação Financeira pode melhorar a saúde mental e encerramos o ciclo de Papos Colaborativos de 2026 conhecendo experiências de duas escolas parceiras. Quero compartilhar um pouco desses movimentos com vocês.
Leonardo Silva
Fundador e Autor da Oficina das Finanças

Como saber se a Educação Financeira Comportamental está realmente fazendo diferença na vida dos estudantes?
Essa é uma pergunta fundamental para nós. Porque ensinar conceitos sobre dinheiro é apenas uma parte do caminho. Queremos que esse aprendizado ajude os estudantes a fazer escolhas, desenvolver hábitos e construir uma relação mais responsável e sustentável com os recursos ao longo da vida.
Desde 2014 a Universidade de Brasília já acompanhava os resultados do Programa e em 2025 iniciamos parceria com a PUCPR, que trouxe mais evidências importantes da mudança comportamental dos estudantes, envolvimento dos professores e aprovação dos pais. O estudo feito permitiu observar o aprendizado por perspectivas complementares: o que os estudantes dizem compreender, o que as famílias percebem no cotidiano e o que os professores observam em sala de aula. E os resultados comprovam.
Entre os estudantes pesquisados, 100% reconhecem que guardar dinheiro ajuda a realizar sonhos e objetivos futuros e que planejar financeiramente ajuda a alcançar metas. Todos também identificam a diferença entre necessidade e desejo e reconhecem que comparar preços pode ajudar a gastar melhor.
Mas talvez o dado mais interessante apareça quando olhamos além das respostas dos próprios estudantes.
As famílias também percebem mudanças no cotidiano. 58,9% dos pais observam que os filhos guardam dinheiro para objetivos específicos, enquanto 55,5% percebem planejamento para a utilização do dinheiro guardado. Além disso, 70,6% relatam interesse crescente dos filhos por preços, gastos e informações dos produtos.
Na escola, os professores também identificam esses comportamentos. 57% observam alunos falando sobre guardar dinheiro para alcançar objetivos específicos, 62,6% percebem a diferenciação entre desejo e necessidade e 74,6% afirmam que os estudantes compreendem que o dinheiro é gerado pelo trabalho das pessoas.
Isso revela algo muito importante: compreender é o primeiro passo; transformar conhecimento em comportamento é um processo.
E isso também nos ajuda a evoluir.
Há ainda outro resultado que nos deixa especialmente felizes: 96,4% dos professores consideram o Programa Oficina das Finanças relevante e 97,6% consideram a Educação Financeira um tema relevante para a escola. Entre as famílias, aproximadamente 96% concordam que aprender a utilizar o dinheiro é uma habilidade essencial para a vida e 98% afirmam que a Educação Financeira torna os filhos mais preparados para o futuro.
Para a Oficina das Finanças, esses resultados representam mais do que números. Eles nos ajudam a acompanhar um processo que começa na escola, mas que vai além dela.
Quando o estudante aprende, leva a conversa para casa, começa a observar preços, diferencia desejos de necessidades, pensa em guardar dinheiro e passa a olhar para suas escolhas de outra maneira, a Educação Financeira começa a ocupar o lugar que sempre acreditamos que ela deveria ter: a vida.
E é justamente esse impacto que queremos continuar ampliando com a FTD Educação.

Uma Oficina das Finanças ainda melhor para os Anos Iniciais em 2027
Estamos muito felizes em apresentar às escolas a coleção reformulada dos Anos Iniciais para 2027.
Mais do que atualizar livros, repensamos a experiência de aprendizagem. A coleção mantém a essência da Educação Financeira Comportamental e do nosso Método dos 6Gs, mas traz novas formas de envolver as crianças, apoiar os professores e transformar conceitos financeiros em experiências que façam sentido para a vida.
Dindim e Viva ganham ainda mais protagonismo nessa jornada, acompanhando os estudantes por atividades, histórias e desafios. A coleção também chega com jogos físicos e on-line, músicas, desafios, projetos mão na massa, capas interativas, Inteligência Artificial de apoio à inclusão, Formação por Realidade Aumentada e novos recursos pedagógicos, ampliando as possibilidades de aprendizagem dentro e fora da sala de aula.
Nossa intenção foi olhar especialmente para quem está na ponta. Queremos que o professor encontre recursos que facilitem sua mediação, que a criança aprenda de maneira ativa, participativa e conectada às situações que já fazem parte de seu cotidiano e que as famílias sejam impactadas e fiquem muito satisfeitas com a escola.
Educação Financeira, para nós, é aprender a escolher, experimentar, refletir, perceber consequências e construir comportamentos que acompanharão essas crianças por toda a vida.
A coleção reformulada nasce desse princípio e também da escuta das escolas que caminham conosco. 2027 começa a ser construído agora e estamos muito animados para viver essa nova etapa com vocês.
Você já a conheceu? Se não, fale conosco para conhecê-la.

Oficina das Finanças no FTD Prime 2026
Estivemos presentes no FTD Prime 2026, um encontro voltado a mantenedores e lideranças educacionais onde gestão, inovação, inteligência artificial, fortalecimento das marcas educacionais, crescimento sustentável e propósito estiveram entre os temas que movimentaram as conversas deste ano.
Para a Oficina das Finanças, foi especial participar de um ambiente como esse e contribuir para que a Educação Financeira Comportamental seja um compromisso com a formação integral do estudante, respondendo a questões que já fazem parte da realidade das famílias: consumo digital, facilidade de acesso às compras, apostas, endividamento, influência das redes sociais e decisões financeiras acontecendo cada vez mais cedo.

Educação Financeira está perto de se tornar obrigatória no Brasil
Uma notícia importante marcou os últimos meses: a Educação Financeira avançou no Congresso Nacional.
O Projeto de Lei 2.979/2023 propõe incluir a Educação Financeira na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional como tema transversal e integrador nos currículos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Em julho, o texto foi aprovado pelo Plenário do Senado. Como recebeu alterações durante a tramitação, retornou à Câmara dos Deputados para nova apreciação.
O avanço do projeto deixa um sinal muito claro para quem trabalha com educação, a formação financeira de crianças e jovens deixou de ser uma discussão periférica e ocupa um espaço cada vez mais importante nas políticas educacionais brasileiras.
Para nossas escolas parceiras, esse movimento tem um significado especial.
Enquanto o país amplia o debate sobre como inserir a Educação Financeira nos currículos, vocês já levam para as escolas uma transFORMAÇÃO que vai além dos conceitos financeiros. Levam um Programa que trabalha comportamentos, escolhas, planejamento, consumo, geração de recursos, responsabilidade e a relação que estabelecemos com o dinheiro ao longo da vida.
É uma satisfação perceber que mais pessoas terão oportunidade de aprender na escola a fazer melhores escolhas financeiras para viver melhor. Juntos, continuaremos oferecendo às escolas metodologia, formação e recursos que permitam transFORMAR financeiramente de maneira verdadeiramente significativa estudantes, famílias e colaboradores e medir tudo isso.

Saúde mental e finanças: uma conversa que também impacta a escola
Setembro é um mês que nos convida a falar sobre saúde mental, acolhimento, cuidado e existe uma dimensão dessa conversa que nem sempre recebe a mesma atenção. A nossa relação com o dinheiro também pode afetar profundamente o bem-estar emocional.
Uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, traz um dado que merece atenção: 89% dos brasileiros afirmam que problemas financeiros já afetaram sua saúde mental de alguma forma. Para 80%, a falta de dinheiro e a dificuldade para pagar as contas estão entre as principais preocupações do cotidiano.
Entre os entrevistados que enfrentaram questões relacionadas à saúde mental, 70% acumularam dívidas e 64% passaram por desorganização financeira. Outro dado chama a atenção. 76% dos participantes acreditam que a Educação Financeira pode contribuir para melhorar a saúde mental.
Para nós, esses números reforçam uma convicção que acompanha a Oficina das Finanças desde o início, que a Educação Financeira não deve ser apenas sobre números, é preciso falar sobre comportamentos, emoções, escolhas, consequências e sobre a maneira como nos relacionamos com o dinheiro.
Quando a escola cria oportunidades para que crianças e jovens aprendam a reconhecer desejos e necessidades, estabelecer prioridades, planejar, lidar com frustrações e compreender as consequências de suas escolhas, oferece ferramentas que poderão acompanhá-los muito além da vida escolar. E além disso, com a Oficina das Finanças em Casa, as famílias e todos os colaboradores das escolas também se beneficiam.
Neste Setembro Amarelo, ampliamos essa reflexão dentro das escolas. Cuidar da relação com o dinheiro é parte fundamental do cuidado com as pessoas.

Papo Colaborativo: quando a experiência de uma escola inspira muitas outras
Encerramos nosso ciclo de Papos Colaborativos de 2026 com uma edição especial onde tivemos a participação do Colégio Leonardo da Vinci (DF) com quatorze anos de adoção e do Sesc Piauí, primeiro ano de adoção. Eles compartilharam compartilhando experiências mostrando diferentes possibilidades de transformar os conteúdos do Programa em vivências significativas para os estudantes e toda comunidade escolar.
Desde que criamos o Papo Colaborativo, queríamos construir um espaço em que professores, coordenadores e gestores pudessem conhecer aquilo que outras escolas estão experimentando, adaptar boas ideias às suas próprias realidades e perceber que existe uma grande rede trabalhando com os mesmos desafios e propósitos.
E foi exatamente isso que vimos ao longo deste ano. Cada escola tem sua realidade, sua comunidade, seus professores e sua maneira de construir experiências. É justamente essa diversidade que torna as trocas tão ricas.
Quando uma prática desenvolvida em uma escola inspira um professor do outro lado do país, o conhecimento deixa de estar restrito a uma sala de aula e passa a fortalecer toda a comunidade.
Atenciosamente,
Leonardo Silva
Fundador e Autor da Oficina das Finanças